segunda-feira, 19 de março de 2012

Morro do Canal - Aquecimento para Tucum "5 Estrelas"



Buenas pessoal da montanha, amantes de caminhada e admiradores da natureza!

Devido as correrias do dia-a-dia a postagem demorou mas vai ser em dose dupla!

Primeiro começaremos sobre a brincadeira no Morro do Canal.

Como de costume vale fazer uma introdução a respeito do local e algumas dicas.

Localizado no município de Piraquara, o Morro do Canal é a última elevação geográfica da Serra do Marumbi.

Com seus 1.370 metros de altitude é uma brincadeira para suar a camisa.
A trilha é muito bem conservada, partindo do Sítio do saudoso proprietário "Seu Zézinho".

Vale destacar que o "Seu Zézinho" é um velho amante da natureza, em especial amante da região e do Morro do Canal. Hoje com alguma idade, deixou o Sítio aos cuidados do filho que levam no peito os mesmos cuidados e paixões do velho homem amante da natureza.


O sítio é um legado de família. Ao tomar em mãos o local, o "Seu Zézinho" liberou a extração de pedras no local, contudo ao ver que a pedreira estava extrapolando limites de sustentabilidade, mando-os embora com máxima pressa.

O local hoje é bem conserva e possui uma ótima infra-estrutura para os amantes de caminhadas, montanhas e é claro, amantes da natureza!

Para chegar ao Sítio é relativamente fácil. Indo de carro você deve seguir pela BR-277 sentido praias e fazer o último retorno antes da praça de pedágio (fica a aproximados 150 metros da praça). Após fazer o retorno a primeira entrada à direita indica o caminho Trentino, é nela você entrará. Siga pela estrada principal até uma bifurcação em T. Na bifurcação siga à direita pela estrada principal. Você irá costear um grande lago represado. Siga as próximas bifurcações após o lago sempre à esquerda, principalmente quando houve uma placa indicando um pesque e pague. Após a estrada que o leva ao pesque e pague existem placas indicativas do caminho.

O sítio fica no final da estrada. Atualmente, por toda infra-estrutura, que abrange banheiros, lanchonete e estacionamento, está sendo cobrada a tarifa módica de R$ 5,00 (cinco reais). O local possui infra-estrutura para camping (consulte valores).

Bem, sabendo-se como chegar no local, vamos para a trilha!

A trilha pode ser considerada leve, contudo se trata de uma montanha, então para os menos preparados o leve pode se tornar pesado. Contudo o caminho é bem conservado, com muitos grampos e correntes que diminuem o esforço físico.

A trilha é muito bem demarcada. Por toda a trilha você poderá encontrar setas indicativas e fitas amarelas que apontam o caminho.

A duração é de aproximados 90 minutos para subir e aproximado 50 minutos para a descida.

Não existem fontes de água na trilha, então leve água em abundância.


Em geral não há segredo para traçar a trilha, é um local que consideram o mais experientes como uma passarela na montanha. Siga a trilha e chegará ao cume.

A vista do local é muito bonita, com vegetação rica em espécies. Aproveite para boas fotos, especialmente nos lançantes onde existem correntes e grampos.

Ao todo a trilha possui aproximadamente 12 amparos para a subida, entre correntes e grampos fixados na rocha.

Existem várias grutas no local, porém se você não estiver acompanhado de alguém que conheça muito bem o lugar não se aventure pelas fendas, pois é bem possível que você se perca e desencadeie uma dor de cabeça para você e para os outros. Permaneça na trilha e tome cuidado com algumas fendas, existem "pontes" para passar sobre elas.

No geral, é um local ótimo para ir com a família e estar em harmonia com a natureza e o Criador.

Vale lembrar aos amantes de escalada em rocha que o local possui boas vias, as quais raramente são frequentadas, contudo encontram-se bem conservadas e sempre livres!

Para subir aconselhamos uma mochila não maior do que 20 litros, casaco para o cume (venta bastante), boné, filtro solar, comida e tênis.

Gente é isso aí, espero que na próxima pernada você, leitor, esteja conosco!

Pé na trilha Curitiba! Melhor que estar em harmonia com a natureza é estar em harmonia com o Criador!


Grande abraço e boas pernadas para todos!

Seguem algumas fotos da equipe (Mário, Davi - Batizado, Rodrigo):



Início da trilha


Informações no início da trilha.


Rodrigo.


David e Mário.


Da esquerda para a direita: Mário, David, Rodrigo.


Marcações da trilha.


Uma das aproximadas 6 correntes.


Setas indicativas instaladas pelo COSMO.


Pedra do Hulk!


Pontes sobre fendas.


É uma bela queda.


Grampos e correntes.


David e o vigia.


Rodrigo.


Curitiba.


Litoral.


Mais uma das diversas correntes.


Vigia.


Mário e David.


Curitiba: Chuva. Litoral: Chuva. Canal: SOL!


segunda-feira, 5 de março de 2012

Acidente no Anhangava



Pessoal, o relato do morro do canal em breve ficará pronto. Os últimos dias tem sido muito agitados. Os preparativos para o Tucum "5 estrelas" estão a toda! A expedição será no dia 10 de março. Aguardem! Em breve os dois novos relatos estarão à disposição.

Por enquanto, segue notícia de uma fatalidade ocorrida no Morro do Anhan
gava. Lembrem, todo cuidado é pouco!

"Jovem é resgatado após cair em fenda no Morro do Anhangava

Homem de 24 anos fazia trilha com amigos quando se desequilibrou e caiu em um vão de oito metros. Ele foi resgatado de helicóptero e levado para o Hospital Angelina Caron.

Um jovem de 24 anos caiu em uma fenda de cerca de oito metros de profundidade enquanto fazia uma trilha com amigos no Morro do Anhangava, na Serra da Baitaca, em Quatro Barras, na manhã deste domingo (4). Segundo informações do Corpo de Bombeiros, ele foi retirado do local com ferimentos leves e uma lesão na coluna. Ele foi resgatado de helicóptero e encaminhado para o Hospital Angelina Caron, em Campina Grande do Sul.

De acordo com o capitão Daniel Lorenzetto, que participou do resgate, o jovem estava com um grupo de amigos no local. Há duas trilhas que são acesso ao morro e os jovens usaram as duas. Quando estavam voltando, era preciso atravessar um vão. Nesse momento, o jovem pulou, se desequilibrou e caiu.

Para fazer o resgate, foram deslocadas dois helicópteros, um da Secretaria de Segurança Pública (Sesp) e outro da Polícia Rodoviária Federal (PRF). Além disso, três bombeiros do Grupo de Operações de Socorro Tático (Gost), auxiliaram no salvamento."

Fonte: http://www.gazetadopovo.com.br/vidaecidadania/conteudo.phtml?tl=1&id=1230001&tit=Jovem-e-resgatado-apos-cair-em-fenda-no-Morro-do-Anhangava

Algumas informações acerca do resgate:


"Na manhã deste domingo a aeronave foi acionada para resgate de uma vítima que havia caído em uma fenda de aproximadamente 7 metros, no morro do Anhangava, a aproximadamente 4.692 ft de altitude.

Já na triagem da ocorrência foi informado que o local era de difícil acesso por terra, fato que ocasionou o acionamento de diversos órgãos especializados para este tipo de resgate.

Foram acionados o Grupo de Operações de Socorro Tático (GOST), Grupamento Aeropolicial - Resgate Aéreo do Paraná (GRAER) e a Base Paraná da Divisão de Operações Aéreas (Base DOA-PR).

O GRAER auxiliou no transporte de bombeiros integrantes do GOST ao local com o Falcão 01. Os bombeiros do GOST a bordo do helicóptero da PRF, profundos conhecedores do conjunto de montanhas da região, auxiliaram a chegada da aeronave ao local.

Ao realizar pouso próximo ao local com o Patrulha 06, foi realizada ancoragem no gancho de carga da aeronave Bell-407 com mosquetões e cabo de 11mm duplo, restando aproximadamente 30 metros de comprimento.

Foi utilizada a técnica de McGuire para o transporte do Bombeiro do Gost, do Operador de Equipamentos Especiais da PRF e do material de resgate ao local onde a vítima se encontrava.

Foi utilizado uma maca Mamute, Ked, colar cervical, além de fitas, mosquetões e cabos para imobilização e ancoragem da vítima ao cabo preso a aeronave.

Foi realizado o transporte da vítima por aproximadamente 500 metros até local onde seria possível realizar o pouso e o embarque da vítima no helicóptero.

Na realização da técnica estavam a bordo três pessoas, mais a vítima e o OEE que estavam içados pelo cabo. Após a remoção da vítima foi retornado ao local para transportar o bombeiro que havia ficado no local na mesma técnica utilizada anteriormente.

A vítima, de 23 anos, estava com contusão lombar e pélvica, sendo removido ao Hospital Angelina Caron em Campina Grande do Sul-PR.

A integração entre estes órgãos possibilitou que fosse atendida a vítima de maneira ágil e especializada, contribuindo para a recuperação do ferido."






A Lição:

Ainda que o local seja manjado e absolutamente tranquilo, todo cuidado é pouco. Acidentes são fáceis de acontecer! Medo, de forma moderada, é bom! Enquanto existir medo, de certa forma haverá "respeito" pela montanha, floresta ou qualquer outro lugar que seja. Uma dose adequada de medo faz com que o indivíduo tome suas decisões com maior cautela! Portanto, um punhado de medo e cautela são sempre indicados nesse tipo de atividade.

Abraço a todos! Uma ótima semana!

domingo, 19 de fevereiro de 2012

Aquecimento para o TUCUM "5 Estrelas" - Morro do Canal


Feriado prolongado e a família Pé na Trilha aproveita o bom tempo de Curitiba para dar umas pernadas pela região.

Como aquecimento para a subida do Tucum, que em breve explicaremos o motivo do 5 estrelas, neste feriado de carnaval, fugindo das grandes selvas de pedras, vamos conhecer a região do Morro do Canal, último morro da cadeia de montanhas da Serra do Marumbi.

Foto extraída da página 407 do livro As Montanhas do Marumbi. Autoria de Nelson Luiz Penteado Alves, o "Farofa". Um ótimo livro para os montanhistas paranaenses e amantes da natureza. Material de excelente qualidade vale a pena conferir!

Após realizarmos a empreitada, que é uma trilha de leve a moderada, o material com detalhes do local e roteiro será colocado aqui para os amantes da natureza e montanhistas sedentos de aventura.

A equipe Pé na Trilha Curitiba agradece a todos que têm nos acompanhado. Em breve relatos sobre o Aconcágua, Tucum, na Serra do Ibitiraquire, e Morro do Canal, na Serra do Marumbi.

Abraços a todos! Boas pernadas e um ótimo feriadão!

domingo, 5 de fevereiro de 2012

Survivor no Ibitiraquire - Caratuva



A intenção era atingir o cume da montanha mais alta do sul do Brasil, Pico Paraná, para os montanhistas da região "PP".

Formada a equipe, Rodrigo, Lucas e Jonathan. No dia predecessor daquele que fora marcada a data de saída, eu, Rodrigo, preparei os equipamentos com o necessário para uma pernoite e muito mais. Entrando em contato com a Jéssica, minha querida companheira, fui informado que os demais integrantes da equipe resolveram realizar uma espécie de "survivor" na empreitada. Óbvio que o "PP" ficou para próxima ocasião.

Mesmo deixando o "PP" de lado, fato que não foi planejado a início de conversa, a equipe visitou a região com o objetivo maior de relatar os caminhos percorridos. Missão dada, missão meio cumprida.

Brincadeiras a parte, a história de "survivor no Ibitiraquire" se resume a seguinte epopeia que, desta vez, não se faz em forma de poema.

Os nobres montanhistas e amigos, Lucas e Jonathan, resolveram realizar o trajeto levando apenas um punhado de grãos e sementes. Como emergência levaram cada um 2 pedaços de waffer. Fora a alimentação reforçada, decidiram que dormiriam ao relento em meio ao mato. Enfim, levaram juntos, aproximadas 200 gramas de comida, 2 casacos, lanternas e água. Ressalto, ambos estão em plena forma física e possuem experiência e conhecimentos técnicos suficientes para realizar tal maluquice.

Ao nascer o sol, chegou o tão esperado momento da subida, nos reunimos e então caiu a ficha que a loucura era real. Enquanto eu carregava uma mochila de 75 litros transbordando, eles levavam mochilas de 15 a 20 litros praticamente vazias.

Pois bem iniciamos a caminhada. Aí segue o relato que, por ora, será acerca do trajeto ao Caratuva, segunda montanha montanha mais alta da região do Ibitiraquire e do sul do Brasil.

Com seus aproximados 1860 metros é uma das mais belas e exuberantes montanhas da região.
Vizinha do colosso Itapiroca, possui nome característico de uma planta típica das alturas. A Caratuva, uma espécie de bambu, é uma das diversidades que integram os campos de altitude. Pela notável quantidade da planta, em especial, no topo da mencionada montanha, é que ela leva o nome da planta.

O caminho que leva a montanha é de fácil acesso, contudo é necessário estar com o físico em dia, pois o lançante final é árduo para os trekker's que pretendem realizar a subida bem carregados.

O acesso principal é pela fazenda Pico Paraná, que se diga de passagem muito bem cuidada. O local é um ótimo ponto de reunião para mochileiros e amantes da natureza. Possui um ótima infra-estrutura para aqueles que chegam de outras regiões. Dentre os serviços oferecidos pela fazenda, destacam-se a lanchonete, camas e chuveiro quente (consultar preço).

Não obstante muitos critiquem a fazenda, o gerente, o Sr. Dilson, é um homem super atencioso, prestativo e amigo. A fazenda pode ser considerada um acampamento base para os montanhistas da região, valendo cada centavo pago pelo acesso (R$ 10,00 por pessoa). Para os interessados o sítio na web da fazenda é www.fazendapicoparaná.altamontanha.com, lá você pode encontrar preços, informações e mapa de acesso.

Ao chegar na fazenda, após estacionar o carro e fazer o cadastro pessoal, o caminho tradicional que leva a todas as montanhas da região se situa à direita do tanque de água.

Logo no início da trilha existe um grande painel com as informações locais e as indicações dadas pelo Dilson sobre mínimo impacto, que por certo devem ser observadas pelo caminhante. Acesse www.pegaleve.org.br.

Subindo pela trilha, a caminhada é meio a mata exuberante, após aproximados 15 minutos, chega-se à pedra do grito, considera o primeiro mirante da região.

A subida rumo ao morro do Getúlio é tranquila e não demanda nenhum tipo de esforço físico além do necessário em qualquer atividade de caminhada.

Superando a pedra do grito, inicia-se uma subida um pouco mais íngreme, que em alguns momentos o caminhante avistará à esquerda a fazenda Pico Paraná.

Caminhando mais alguns minutos, chega-se à uma espécie de lago, um ótimo loca para um lanche e um descanso rápido. Continua-se o caminho pela trilha a frente, que vale destacar, mais parece uma passarela.

Aos poucos a vegetação começa a mudar de uma densa e exuberante floresta para uma vegetação mais baixa, similar a dos cerrados. Isto significa que você está próximo ao Morro do Getúlio.

Continuando a subida, chega-se ao início do Morro Getúlio, aí a vegetação é bem rala, somente vegetação rasteira. Chegando próximo às montanhas que se vê a frente (Caratuva à esquerda e Ipapiroca à direita), existe um abrigo/acampamento que é possível acampar.

Do mencionado abrigo, caminhando aproximados 10 minutos, chega-se a um entroncamento. À esquerda se situa o caminho para o Caratuva, à direita o caminho segue para o Itapiroca e Pico Paraná. É importante lembrar que quem pretende clocar o Caratuva no roteiro para o "PP", do cume dele há um caminho que segue ao Pico Paraná. É uma ótima opção para pernoitar e fazer um ataque ao "PP" pela manha do dia seguinte (era a intenção da equipe).

Como dito, a intenção era pernoitar no Caratuva e fazer o ataque ao "PP" no dia seguinte. Portanto, seguimos o caminho à esquerda.

O início do caminho para o Caratuva é bem fechado, com várias taquaras, porém é bem demarcado e gastado pelo pisar do homem.

Passando-se aproximados 50 metros pelas taquaras, o caminho fica mais limpo. Aí inicia-se uma caminhada em meio a majestosa mata atlântica.

Logo no início a subida é relativamente tranquila, agravando-se a inclinação com o passar do tempo. Após 30 minutos de caminhada, chega-se a um riacho de água potável. cruza-se ele seguindo a trilha que o acompanha por alguns poucos minutos. Neste ponto é importante alertar os desavisados que existem garrafas de água à esquerda não para consumo ou para que sejam transportadas para o cume da montanha, mas sim para combate de incêndios, pois há alguns anos o Caratuva foi vítima de um criminoso incêndio que devastou grande parte da vegetação local que, atualmente, está se recuperando.

Não há segredos para prosseguir pela trilha, existem marcações de plástico amarelo, branco e vermelho em galhos de árvores. A trilha é bem marcada, do riacho para o cume, basta acompanhar a marcação da trilha, seguindo-se pelo caminho batido pelo pisar dos caminhantes.

Um pouco antes da metade da subida, à esquerda existe uma grande fenda, que mais se assemelha a uma gruta. Não se aconselha chegar perto, pois é uma bela queda. Tendo em vista que o buraco está por volta de 50 centímetros da trilha é valioso fazer a trilha durante o dia para evitar acidentes.

Ao superar a metade da subida à direita existe um ponto com uma pequena pedra onde se pode ter uma boa visão da região.

Os momentos finais da trilha são os mais árduos em termos de inclinação, porém não é necessário ajuda de cordas, grampos ou correntes. No trecho final, à esquerda, o caminhante avistará em dois momentos, colados na trilha, duas grandes pedras que formam paredões costeados pela trilha.

Ao chegar na cabeceira do cume do Caratuva, a vegetação começa a mudar, as pequenas árvores, tão incomodas para aqueles que decidem levar suas mochilas cargueiras, dão lugar para as caratuvas e vegetação baixa. Quase transposta a parte final existe uma pequena parede de pedra (aproximados 1,8 metros) que o caminhante deverá superar para continuar pela trilha em meio as caratuvas.

O caminho para o cume possui como referencial uma grande pedra em meio as caratuvas, siga pela trilha pisoteada no chão, não há erro.

Ao chegar no cume, aparentemente não há caminho, nem acampamentos, pois existem algumas torres. A passagem para os locais de acampamento se encontra ao lado da primeira caixa branca de comunicação. Ao passar por esta caixa, avista-se uma estação de comunicação avançada e meteorologia, uma espécie de casinha. Os locais preferidos para pernoitar estão localizados à esquerda desta casinha, posição que possibilita contemplar os colossos Pico Paraná e Ciririca de uma forma inigualável.

Existe um acampamento mais deslocado à esquerda destes outros, no meio das caratuvas e vegetação. O caminho é por uma trilha praticamente invisível. Este local para pouso fica um pouco antes do início do caminho para o Taipabaçu e Ferraria (montanhas situadas à esquerda do Caratuva, na visão de quem está indo rumo ao Caratuva), partindo do Caratuva.

Quanto à trilha que segue ao acampamento 1, rumo ao "PP", ela segue por um caminho a frente dos principais locais de pouso que contemplam o "PP", não há segredo. Siga pelos caminhos formados pelo caminhar dos montanhistas.

Aí está o "caminho das pedras". Relativamente tranquilo.

Quanto ao Lucas e o Jonathan? Bem, eles decidiram dormir no acampamento no caminho para o Taipabaçu e Ferraria. Tentaram, mas não conseguiram, às 23:00 a temperatura era -5º celsius e estavam mortos de fome.

Por fim eu, Rodrigo, virei o "Sherpa" deles. Enquanto eu comia feijoada eles tremiam de frio lá fora.

Não pela fome, mas pelo frio, em determinado momento pularam para dentro da barraca e no outro dia voltamos para a fazenda, pois sem comida, com um péssimo sono, era óbvio que o "PP" estava "distante demais". Valeu a tentativa.

Na volta decidimos pelo seguinte que a excursão para o "PP" e seu relato foi prometido e será realizado, porém, antes, para quebrar o "trauma" desta aventura, decidimos realizar o "TUCUM CINCO ESTRELAS", que será em alguma brecha do tempo no mês de fevereiro ou meados de março.

Por quê cinco estrelas? A próxima postagem explicará!

Abraços a todos e boas pernadas!

Metam o pé na trilha conosco. Querendo participar, deixei um comentário e o manteremos informado das atividades.


Seguem as fotos do relato e "survivor":


Entrada da Fazenda Pico Paraná (Dilson de camisa vermelha).

O equipamento do "Sherpa" (Rodrigo).

Da esquerda para a direita: Lucas, Jonathan e Rodrigo.

Lucas e a placa logo no inicio da trilha.

Mínimo Impacto.

Início da trilha.

Rodrigo o "SHERPA" na subida inicial da trilha.

Antes de chegar na pedra do Grito. Ao fundo represa do Capivari.

Pedra do Grito. Ao fundo represa do Capivaria. A baixo e a direita fazenda "PP".

Visão geral.

Lucas na pedra do grito.

Lucas e Jonathan os homens "Survivor".

Trilha em frente após pedra do grito.

Rumo ao Morro do Getulio

2ª Pedra. Após a Pedra do Grito e antes do lago do almoço.

Lucas e Rodrigo.

Estilo das marcações.
À esquerda, olhando para baixo, Fazenda Pico Paraná.

Jonathan e Rodrigo. Antes do Morro do Getulio

Mudança da vegetação. Chegando ao Morro do Getulio.

Jonathan. Represa do Capivari ao fundo.

Rodrigo. Chegando ao Morro do Getulio.

Jonathan e Lucas, super equipados e prontos para a aventura. Contemplando a visão.

Seguindo ao Morro do Getulio.

Rodrigo e Jonathan. Caratuva ao fundo parcialmente coberto por nuvens.

Destino.

Morro do Getulio. Ao fundo represa do Capivari.

As passarelas do Getulio e região.

Rumo a entroncamento para Caratuba (Esquerda), "PP" e Itapiroca (Direita).

Caratuva visto do acampamento do Morro do Getulio.

Acampamento do Morro do Getulio

Alimento para o final de semana dos homens "survivor" (Lucas e Jonathan).

Entroncamento. Direita "PP" e Itapiroca. Esquerda Caratuva.

Riacho na trilha do Caratuva.

Minhocuçu na trilha do Caratuva.

Fenda próximo da metade da subida.

Vegetação na subida ao Caratuva. Um problema para as cargueiras.

Lucas na cabeceira do Caratuva rumo ao cume.

Visão geral.

Rodrigo em meio as caratuvas no lançante final do Caratuva.

Após armar o acampamento. Contemplando a "vista".

Lucas e Rodrigo em um dos locais para acampar (de frente para o "PP") no Caratuva.

Estação avançada.

Acampamentos de frente para o "PP".

Lucas em um dos acampamentos com frente para a represa do Capivari.


Vista do acampamento com frente para a represa do Capivari.

Lucas e Jonathan

Os sobreviventes. Local de acampamento no meio da trilha para o Taipabaçu e Ferraria (Trilha escondida).

Conforto da barraca do "Sherpa" e apoio para os sobreviventes.

Frio e fome.

-5° Celsius.

Rodrigo faceiro comendo sua feijoada.

Enquanto os sobreviventes passavam frio e fome, uma feijoada bem quentinha os esperava, mas eles resistiram a tentação e não comeram nada além do que trouxeram.

A fome eles aguentaram, mas o frio da natureza selvagem é mais forte.

Após uma noite cansativa, uma manha recompensadora com muito calor.

"PP" ao fundo.

Lucas faceiro.

Rodrigo.

Pico Paraná ao fundo.

Ciririca à esquerda da foto.

Estações no Caratuva.

In to the wild.

Colosso Pico Paraná.

Rodrigo, Jonathan e Lucas.

Lucas e Jonathan curtindo o visual do Ibitiraquire. Ao fundo maciço do "PP" e Camelo na ponta.

Caminho para Taipabaçu e Ferraria.

Voltando sem o "PP", mas cogitando o Tucum 5 estrelas.

Rodrigo. Lucas e Jonathan ao fundo contemplando a vista para a represa do Capivari na volta.

Estórias, com E? Sim, Estórias para se contar. Muitas.

Descendo.

Lucas. Ao fundo Morro do Getulio, Fazenda Pico Paraná e represa do Capivari.


Caratuva ficou para trás. Vista do Morro do Getulio na volta,

Rodrigo e Jonathan nas pedras do mirante do Morro do Getúlio (Volta).

Chegada.

Só alegria!